segunda-feira, 25 de maio de 2009

Justiça cega

Este é um dos poucos Post que nada tem a ver com barcos , nem viagens heróicas e nem ilha paradisíacas. Tem a ver com raiva, tem a ver com estupidez, tem a ver com injustiça. Ao jantar, a televisão ligada na SIC e surge uma reportagem da menina de 6 anos , a Alexandra, que foi retirada dos pais de acolhimento (desde os primeiros meses de idade), para ser entregue á mãe, que a abandonou em Braga. A menina vive agora na Rússia e na reportagem da televisão local, em plena filmagem, leva umas valentes palmadas.
Espero que o Juiz, que decidiu a entrega á mãe que tinha abandonado a menina no passado, esteja satisfeito com o resultado. Fez o mais fácil, se é mãe, então fica com a filha, independentemente das circunstancias, independentemente dos afectos e daquilo que seria o melhor para a criança e o mais seguro. Como se, ser Mãe (com letra grande) estivesse inscrito no ADN de todas as mulheres, como se, ser mãe seja garantia de amor e carinho. Neste caso esse amor e carinho estava do lado dos pais de acolhimento, mas, um Juiz achou qualquer coisa e entregou a menina á mãe.
A estátua da Deusa da justiça(Athemis) tem uma venda nos olhos, para que assim decida com imparcialidade. Que alguém tire a venda á senhora, porque assim também não pode decidir com justiça, porque há situações que têm que ser analisadas com olhos de ver. E se o juiz estava condicionado pela lei Portuguesa, então mande-se os juízes cavar batatas e que decida um computador, sempre sai mais barato e sempre são menos uns a quem temos que nos bajular.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

10.000 milhas da "ave marinha" do Panamá ás Filipinas


" Um filho do Universo conta uma historia muito especial de navegação e de um modo de vida mais simples".
Alberto José Torroba, um aventureiro Argentino de 39 anos, navegou através do Pacifico num sloop de 24 pés (7.5M)sem motor, circumnavegou a Nova Guiné num "prao" de 19 pés (5.80M), sobreviveu ao afundamento do seu veleiro de 18 pés (5.50M) na costa do Uruguai.
Explorou a costa Sul Americana num bote de pesca Brasileiro de 15 pés (4.60M) e navegou para o Panamá num outro "prao".
Escreveu a história da viagem de 10.000 milhas (19.000 KM) da "ave marinha" desde o canal do Panamá até ás Filipinas, quando vivia na ilha "Masapade"na costa norte de "Mindanao" com a sua esposa Filipina Rebecca e construía um catamaran em madeira e bambu para, segundo as suas palavras"...fazendo o mesmo de sempre, debaixo de uma lâmpada de querosene escrevi a historia desejando com todo o meu coração que signifique algo para ti..."

".... Acordei ao amanhecer, no dia 12 de Janeiro de 1989, estava na ilha "Taboga", no Panamá. Levantei ferro, icei as duas velas e um vento suave nos empurrou para sul. O destino eram as Galápagos, pela Polinésia Francesa.
Éramos dois, eu e o meu barco. Eu, Alberto, Argentino de 36 anos, nascido e criado numa granja de estilo Gaújo, vagabundo e aventureiro de profissão. O meu barco era o "Ave Marinha", uma canoa nova de tronco oco, nascida como uma árvore na selva de "Darien" no Panamá, 15 pés (4.5M) de comprimento por 5 pés (1,5M) de largura, aberta, sem cobertura nem cabine. Os instrumentos de navegação incluíam uma bússola de bolso, uma carta do pacifico e uma "plomada"( não sei o que é). Os mantimentos e objectos pessoais eram os mínimos que necessitava um vagabundo para sobreviver...."

De vez em quando coloco aqui historias de homens ou mulheres de coragem. Que pelas mais variadas razões optaram por um estilo de vida desassombrada, livres de tudo e de todos, enfim, livres. Homens e mulheres que com a sua coragem , mostram a nós, assíduos frequentadores de sofá que há um mundo lá fora e que nós pertencemos a ele.

P.S. os textos acima foram retirados do site" associação dos navegantes argentinos e traduzidos por mim, que sei tanto de Castelhano como vocês. Alguns dos termos "entre aspas" não consigo saber a tradução correcta e optei por colocar o termo original.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Genuino Alexandre Goulart Madruga





Um excerto do Diário de bordo com a data de hoje, dia 18 de Maio.



Diário da 11ª Etapa Brasil - Açores Dia 18 de Maio 2009 - 17h UTC POSIÇÃO: 20.54 Norte - 046.34 Oeste ESTADO DO TEMPO: Vento SE 10 nós, mar pequena vaga, céu descoberto, bom tempo.OCORRÊNCIAS: Sábado do Espírito Santo, 18 de Maio de 2002 pelas 15h00 o Hemingway dava entrada no Porto da Horta regressando de sua primeira viagem à volta do Mundo. Foi dia de festa no mar e em terra! No dia 25 de Agosto de 2007 este emblemático veleiro partia com seu único tripulante do Porto das Lajes da ilha do Pico para segunda viagem a volta do Mundo. Desta vez tratava-se do maior de todos os desafios - Passar o Cabo de Horn de Leste para Oeste! Efectivamente no dia 14 de Janeiro de 2008 o Hemingway cruzou o Cabo da ilha de Horn, chegou a Latitude 56 Sul, navegando em sentido contrário ou seja do Atlântico para o Pacífico. A 21 de Março de 2009 completa-se a segunda viagem de circum-navegação na posição 08.27 Sul, 023.12 Oeste. Hoje, decorridos Sete anos, navego a caminho da minha ilha onde devia chegar como antes no Sábado do Espírito Santo. Tal não irá acontecer nesta data tão importante para todos os Açorianos residentes ou não nas nossas ilhas porquanto mais uma vez o Hemingway como frágil que é foi vítima das forças da Natureza ficando mais uma vez sem mastro! Sem seu mastro, navegando com vela e mastro improvisados, irá regressar às nossas lindas ilhas em data posterior, mas irá regressar! Antes de terminar deixo-vos um pensamento de Henry Van Dyke "Sejam felizes com a vida porque ela vos dá a oportunidade de amarem e trabalharem e brincarem e olharem para as estrelas". Navegando em precárias condições, 1412 milhas a Sudoeste com rumo a minha ilha, Genuíno Madruga.




Genuíno Madruga é um pescador Açoriano (Pico) , que influenciado por navegadores que desde sempre aportaram por aquelas paragens, deixa-se influenciar ao ponto de fazer uma volta ao mundo em solitário. Não satisfeito, anos mais tarde repete a proeza, dificultando a "voltinha"fazendo-a no sentido mais difícil e passando pelo Cabo Horn de Este para Oeste.
Em ambas, devido a ventos violentos, parte o mastro e vai concerteza chegar á sua terra da forma possível.

domingo, 17 de maio de 2009

Multichine VII

Com A ajuda da Cat, para ver se bate tudo certo.
A primeira chapa colocada. Todo o trabalho realizado até agora foi idealizado para concretização deste momento.
Normalmente , o casco é fabricado na posição invertida. Se até agora esta opção se mostrou mais vantajosa, agora , na aplicação dos painéis, estou a trabalhar contra a gravidade ou seja, de baixo para cima.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Multichine (VI)


O Convés começa a ser estruturado . Esta foto tem 1 semana e já está desactualizada. O casco está quase pronto para receber as primeiras chapas. Tenho andado a malhar bem, quase todos os dias, por aqui ando até a 1 ou 2 da manhã. O cansaço vai-se acumulando e hoje é dia para descansar. A próxima etapa é desempenar algumas coisas e começar a soldar a estrutura para começar a chapear o casco. Eu sei que não tenho dado a atenção que vocês que passam por aqui merecem. A verdade é que o tempo não estica e eu tenho 2 meses para fechar o casco.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Fado português




Hoje não há fotos. Mas há um fado-canção magistralmente cantado. È verdade eu ainda não aceito muito bem o fado tradicional, mas uma nova geração de fadistas que optaram por uma vertente mais ligeira e mais facil de ouvir, estão a trazer muita gente para este estilo musical. Este original da Amália é um bom exemplo e as imagens foram bem escolhidas. Mostram um pouco das especifidades deste canto que chamamos de nosso e que os "nossos" tratam tão mal.Especialmente (porque nós já conhecemos) para quem chega aqui vindo do outro lado do atlantico, aqui fica...enjoy.