segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Aniversário


Já foi no dia 6, que fez 7 anos a minha filhota do meio. Sinceramente não era para fazer nenhum post a descrever o facto. Mas como já o tinha feito da minha filha mais velha , não me pareceu correcto não o fazer também agora.
Esta menina, assim como a outra, é especial. Tem alguma tendência para birrinhas, mas também se atira ao meu pescoço e diz-me..."pai, vou contigo sempre, para onde tu fores".....
Desejo toda a sorte do mundo para ela e para todas as crianças.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Nauticampo 2009


Na FIL em Lisboa, já começou mais uma exposição de náutica , desportos radicais e dos outros.
Aos fins de semana o horário é das 10h00 ás 23h00 e durante a semana é das 15h00 ás 23h00 .
O preço dos bilhetes é de 5 E, as crianças até aos 10 anos não pagam.
Por razões óbvias e mais uma vez serei frequentador assíduo, visitando os veleiros como se estivesse interessado na sua compra. Não é muito honesto da minha parte, mas para algumas marcas é a única forma de visitar as embarcações no interior.
Esta feira sempre teve um efeito restaurador em mim. coincidindo com o final do mau tempo(!), tem sempre um "cheirinho" a férias e a descontracção. Quem segue estas linhas e tenha algum interesse em visualizar o tamanho do veleiro que estou a fabricar é só reparar num qualquer que tenha 45(pés), ou seja quase 14 metros, já que um pé são mais ou menos 33 cm.
Boa visita e se encontrarem alguém a olhar para os diversos cascos com olhar curioso e fotográfico...posso ser eu.
P.S. Se tiverem algum tipo de curiosidade não se inibam e visitem os barcos, ao fazê-lo não optem pelos grandalhões que normalmente são mais restritos, nomeadamente a motor aonde requerem visitas pré-programadas, mas nos veleiros nos tamanhos á volta dos 38 pés ,calçando as pantufas, os expositores terão todo o prazer em mostrar os modelos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mestre carpinteiro




No passado domingo fui até ao Porto, mais precisamente á feira de decoração que estava a decorrer na Exponor. Não,não sou decorador, procurava novos materiais que estão sempre a surgir nestes certames, acrílicos ou outros tipos de suporte estruturantes tanto para a minha actividade profissional, como para o barco.


Na verdade estava a correr mal, pois na feira só me surgiam stands com jarros e flores secas, tapetes e cortinados, almofadas quadros e espelhos. Já estava a pensar que seria a primeira feira que faria sem receber nem entregar um cartãozinho que demonstrasse o interesse. Quando de um dos corredores vejo uma moto e uma acelera(!).


Motos numa feira de decoração?, fui ver mais perto e vi que as motos eram feitas em madeira. Eu já conhecia pelas revistas que alguém tinha construído uma (julgava que era só uma) moto toda em madeira, mas, mesmo assim admitia apenas a possibilidade de as motos serem "apenas" forradas de madeira, já que eu sabia que as ditas circulam na via publica. Mas não,as motos são na integra fabricadas em madeira e de várias espécies para dar este acabamento. Portanto significa que as faixas de vários tons que eu espero que se vejam bem nas fotos, são conseguidas pela junção perfeita de madeira como: Pau-rosa; Èbano; Faia; Pau-cetim; Jatobá; Tacula; Efizélia; sucupira; Panga-panga e sicómoro.


È também de salientar que nas partes curvas a madeira não foi esculpida, mas sim enrolada para tomar a forma original da moto.


Já ofereceram 50000 E pela vespa e o Carlos não aceitou. E agora tem convites para fabricar uma Vespa para um museu em Itália e outra para um museu na Alemanha.


O Carlos Alberto, mestre carpinteiro de 38 anos, gosta de fazer coisas complicadas, contou-me um bocadinho da história da vida dele. Eu falei no veleiro que construía e que tinha a questão dos interiores para resolver. Prometeu uma espreitadela aos desenhos para dar uns palpites e talvez fazer ele os interiores. Eu fiz referencia ao custo incomportável para mim ter um artista a construir os interiores, ele responde que o dinheiro não pode ser o mais importante na vida de um homem, que há missões e valores que ele gosta de fomentar e preservar,a amizade é um deles.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Eu sei que a linha do horizonte devia de estar direita.
Talvez seja boa ideia começar a usar um tripé.


No inicio, quando iniciei a construção do veleiro algumas pessoas tentaram dissuadir-me. Não me refiro á minha família, que teria bons motivos para o fazer,não, refiro-me a pessoas que eu mal conheço ou, que nem conheço de todo, alguns até já tinham construído antes de mim.
....."A tripulação estava cansada, não que a tirada realizada de Sagres até Sesimbra fosse alguma coisa de especial, na verdade, o mar de azeite (sem nenhuma ondulação) que nos acompanhou, tirou qualquer sentido na navegação á vela e o motor foi rei, demasiadas horas a ouvir o rec-rec característico dos motores pouco rotativos.
A noite estava com uma escuridão muito carregada, até um pouco estranha, olho para o céu á procura da lua, não a encontro logo á primeira, parecia que estava escondida pela sua sombra(!), estranho. Chamo a atenção do resto da tripulação e sem muita convicção arrisco um eclipse. Alguém ri e chovem logo argumentos e justificações que é melhor nem colocar aqui, pois que na verdade, soube mais tarde...era um eclipse.
Esquecemos a lua e fixámos a atenção na quantidade de pontos luminosos que surgiam á proa, Sesimbra. Vou muitas vezes a Sesimbra, por vezes, dias seguidos de praia congestionada e transito caótico, com a falta de simpatia dos sesimbrenses a não ajudar nada,mas mesmo assim gosto daquela terra. Mas agora estava a entrar pelo mar e de noite o encanto é outro.
Havia festa na praia, um concerto de musica Brasileira, os diversos projectores do espectáculo mais a iluminação de rua dificultavam a visualização das "luzes" que nos interessavam e que conduzem á aproximação em segurança á marina.
Já dentro do molhe de protecção, procuramos um lugar disponível para passar a noite,não há! diz-nos com maus modos o segurança do lugar. Mesmo assim não arredamos barco, tentamos "aquele" lugar...não! é a resposta....e aquele ali,não! não há lugares,têm que ir embora! esse lugar está vago mas pertence á marítimo- turística e eles saem logo ás o6.30 da manhã ,não há lugares!. O tipo afasta-se e entre os pilares de cimento ouve-se uma voz....não liguem,eles só aparecem para ir para a pesca lá para as 07.30, se saírem mais cedo não incomodam ninguém. Nem foi preciso dizer duas vezes,depois das amarrações feitas comecei a falar com o tipo.
Estava ali á noite a pescar e tinha também um veleiro em aço na marina, apontou-me qual era, reconheci imediatamente uma construção amadora (não porque estivesse mal feito,pelo contrário,mas porque aquele modelo é quase especifico para esse fim). Expliquei que ia iniciar a construção de um veleiro também, pois a partir desse momento a tentativa do individuo foi tentar que eu desistisse da obra. Foi incrível os argumentos que ele utilizou para que eu mudasse de ideias, cheguei ao ponto de olhar para ele e dizer olhos nos olhos que era irreversível a decisão e afastei-me daquela má influencia.
Enervado, logo ali assumi uma postura diferente para o futuro, ninguém mais ia ter a possibilidade de me tentar "dar a volta", porque da próxima vez iria responder torto. E no que eu pudesse, iria ajudar na medida do possível, todos os construtores que descobrisse a partir desse momento.
Na verdade eu gosto de pedir conselhos, das pessoas que sabem mais do que eu, recebi muitas dicas. De quem já fabricou recebo orientações gerais, de quem anda no mar (J.V.)recebi uma longa exposição do que será ou seria a embarcação ideal e o especial cuidado a ter com o "romantismo" natural destas coisas e principalmente apoio e força para continuar e terminar. De outros recebi negativismo e frustrações, impossíveis misturados com dificuldades, para esses o meu desprezo, em simultâneo com o dedo médio bem esticado no ar.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Domingo soalheiro

A ponte de Vila Franca de Xira ao longe.

Há uns dias atrás o mau tempo deu umas tréguas o que resultou num domingo sereno.
Parece que os ânimos já serenaram em terra, com a troca de direcções e amigos que deixaram de o ser.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

No centro do vale

Para o meu lado direito é esta a "vista". Tendo em atenção que do cimo desta colina, que não se vê muito bem, se consegue visualizar todo o estuário do Tejo até á ponte 25 de Abril,não me parece nada mau.
No cimo desta pequena colina existe uma igreja minúscula,aqui tão perto e nunca lá fui.




Num momento de descanso e contemplação reparei que mesmo com o tempo cinzento e chuvoso tenho sorte em estar aqui.Esta é a vista para a minha esquerda á porta do armazém.

Multichine 45 IV


Eu sei,muitos vão achar que a construção não avançou,que está tudo na mesma,mas não está. Enquanto eu ia lendo por ai as aventuras da passagem de ano de cada um, das noites passadas na borga ou em aventuras mais ou menos pacificas,eu fui passando estes dias de volta da máquina de soldar e da rectificadora.Na verdade, não me estou a queixar,eu prefiro assim e penso que também não podia ser de outra forma.